Decidimos morar no Peru

Uma decisão importante foi tomada: vamos morar no Peru!

Essa foi a maneira más rica e preciosa de resolver, na prática, questões técnicas perturbadoras da nossa volta ao mundo.

A questão é a seguinte: quando me imagino dando a volta ao mundo, não me vejo como simples turista ou mochileira num ano sabático, dedicado a desbravar. Me vejo trabalhando, comprando leite na padaria e passando o dia no sofá, aos cuidados da Netflix. Fazendo exatamente as mesmas coisas que faria no Brasil (só que a alguns milhares de quilômetros dele).

A questão é, isso é mesmo sustentável? Será que, uma vez na China, vou realmente passar o dia em frente ao computador enquanto uma (grande) muralha me espera? Será que vou conseguir estabelecer uma rotina “convencional” na Austrália (esquentando o jantar de ontem, fazendo faxina e pagando contas), quando o que eu mais queria era estar com um cilindro nas costas, procurando o Nemo entre os corais?

Para mim, sim, é possível, é claro. O que quer que eu me propuser a fazer é possível, desde que eu crie um plano e o siga. O que não está muito claro (especialmente para o Leandro) é se, uma vez jogada às tentações turísticas do mundo, eu vou querer continuar com esse tal plano. Eu, de novo, acredito que sim. Ele, no entanto, tem sérias dúvidas.

Por isso, essa semana, não chegando num veredito (esse lance de prever o futuro não é nosso forte), tive a ideia de descobrir na prática. Muito simples na minha cabeça: a gente viaja, fica por uns 30 dias morando num país qualquer e descobre se somos ou não capazes de conhecer o mundo acompanhados das nossas responsabilidades, rotinas e projetos.

Com um objetivo tão claro e consistente assim, comunicar foi fácil. E ele, tão apreensivo quanto corajoso, topou a experiência. Então, partimos (as duas cobaias) para os materiais e métodos!

Se existe uma recompensa de se trabalhar com marketing digital e gastar uma fortuna com anúncios, é a infinidade de milhas acumuladas. E foram elas minhas armas secretas para realização. Em menos de 48 horas a partir do “e se a gente…”, as passagens estavam compradas.

Escolhemos o Peru que, no duelo com Argentina e Uruguai, deu um touché na forma de Machu Picchu e ceviche. Escolha unânime! Embora eu já tenha ido, amei a possibilidade de déjà vu. E o Leandro, sortudo, amou o novo risquinho na lista de “países que quero conhecer”.

Próximo passo agora é descobrir onde vamos ficar. Nenhuma pista, so far.

Por mim, que seja uma casa fofa, linda e acolhedora, com tecidos étnicos sobre o sofá, flautas de madeira e pantufas de pêlo de lhama. Ah, e que tenha espaço para a estreia tão aguardada da minha mais nova mochila (e vida) de aventureira.

2 comentários em “Decidimos morar no Peru

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