Dia 1 – Desafio de ganhar 20 mil reais (extra) em 20 dias

Uau, pousamos hoje em Cusco e eu estava muito ansiosa para escrever esse post. Aconteceu tanta coisa desde que criamos o desafio de ganhar 20 mil reais em 20 dias que eu nem sei por onde começar…

[Esse post é sobre tudo que rolou ontem, no primeiro dia do desafio.]

Bem, a primeira surpresa foi a quantidade de gente que veio falar comigo, não só querendo participar do desafio, mas com ideias e projetos que eu nunca tinha pensado antes.

É impressionante ver como oportunidades não faltam e como eu nunca tinha prestado atenção nisso. Agora, está mais claro que nunca que ganhar dinheiro de verdade (a quantia que for!) é só uma simples questão de agir – e eu precisei lançar um desafio para entender isso, tem noção?

Quando compartilhei no facebook e no WhatsApp nossa intenção de começar projetos que nos façam ganhar 20 mil reais nos próximos dias, nos deparamos com um mundo de possibilidades. E o que fizemos foi olhar para todos elas, sem preconceito, e criar uma lista. Ela está aqui embaixo:

Dia 1- Desafio de 20-mil reais em 20 dias

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Lista dos projetos que apareceram para nós:

1. Afiliar o Método do Desapego

Esse é um infoproduto de um amigo nosso que veio falar com a gente no timing perfeito. A ideia é participar da divulgação e da venda do curso como parceiros, ganhando parte do lucro.

Possibilidade estimada de ganho: mais de 5 mil reais

2. Criar um curso nosso de ceviche ❤️

Sugestão deixada no meu facebook pelo Jivago. A gente riu, achou massa, mas não levou a sério. Então, pensamos “por que não?”. Poderíamos fazer uma aula de ceviche na SkyKitchen em Lima (que a gente já queria fazer) e gravar uma videoaula. Seria divertidíssimo!

Possibilidade estimada de ganho: não fazemos ideia

3. Fazer um webinário com o Edvan

Quando o Edvan entra na jogada, não tem jeito, é resultado certo. Quando ele topou participar do desafio, surgiu a possibilidade de ele e o Leandro criarem algo juntos na área de marketing digital. Nossa, nesse caso, o céu é o limite.

Possibilidade estimada de ganho: mais de 10 mil reais

4. Lançar o ebook de maquiagem da Ana Paula

Descobrimos que a Ana Paula está finalizando um ebook de maquiagem e apareceu a oportunidade de participarmos do lançamento e das vendas.

Possibilidade estimada de ganho: não fazemos ideia

5. Vender minha impressora 🙁

Ok, ainda que essa ideia não me agrade nem um pouco, ela vai ficar como plano B caso todo o resto não funcione. Atualmente, tenho no nosso apê em Brasília uma impressora gigante que custa uns 12 mil reais e que é muito mais um capricho meu do que algo útil. Só de criar coragem para desapegar dela, eu já conseguiria mais da metade do desafio.

Possibilidade estimada de ganho: mais de 10 mil reais

6. Alugar nosso apê por mais dias no Airbnb

Essa ideia é boba e fácil, mas não é muito atraente para mim. Estamos cobrando 75 reais pela diária do nosso apartamento e, mesmo que consigamos reservar todos os dias, ainda vai ser uma renda muito pequena comparada à nossa meta. Ganharíamos, no máximo, uns R$1.000.

Possibilidade estimada de ganho: no máximo mil reais

7. Fazer Trading Esportivo

Fazer trading também surgiu como opção, mas desconsideramos por alguns motivos básicos. O primeiro deles é que, para termos resultados que valessem a pena para o desafio, precisaríamos de experiência, tempo de sobra e uma banca grande (de mais de 10 mil dólares);  e nenhum deles é viável nesse momento.

Possibilidade estimada de ganho: imprevisível (por serem poucos dias)

8. Leilão de imóveis

Essa foi uma ideia da Estela e o Leandro pirou. É algo que ele quer fazer tem tempo. O único detalhe é que a gente tem experiência zero nisso e o tempo de retorno nos parece muito mais longo que 20 dias.

Possibilidade estimada de ganho: ninguém sabe

9. Vender um contrato para nossa lista de e-mails

Outra ideia que surgiu foi vender para nossa lista um contrato incrível que nós temos e que fez parte de um dos últimos cursos digitais que lançamos. Pensamos em fazer uma sequência de e-mails (quem sabe, um vídeo) e disparar para a lista cobrando 47 ou 97 reais.

Possibilidade estimada de ganho: mais de mil reais

10. Cobrar dívidas antigas

Ok, essa daqui é loucura… Fizemos as contas de todas as pessoas que devem para nós (e que o prazo combinado de nos pagarem venceu) e chegamos ao insano total de mais de 21 mil reais. Tem ideia do que isso significa? E o mais bizarro é que nós simplesmente não contamos com esse dinheiro, não vamos atrás dele, nem lembramos que ele existe – não até agora. Com esse desafio, nos comprometemos a ir atrás dessa grana e resolver essas pendências que, ouso dizer, contribuem para nossas finanças serem a bagunça que são.

Possibilidade estimada de ganho: mais de 21 mil reais

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Agora vem a parte mais importante!

Ontem à noite, tivemos um conversa longa, tipo brainstorm, de tudo que poderíamos fazer (e de quais parceiros poderíamos convidar) e nos questionamos se cada projeto valeria a pena para esse desafio (em termos de trabalho/tempo/retorno).

E hoje, durante o voo, anotamos as ações que faríamos e rascunhamos um cronograma. Aí, tudo ficou muito mais claro e chegamos a um veredito de quais projetos da lista vamos começar agora e quais vamos deixar para depois.

Vou revelar isso amanhã (rufem os tambores…), junto com os detalhes do nosso planejamento.

Até o momento, não temos um real a mais na nossa conta, mas um universo já se abriu para nós desde que essa brincadeira começou – e eu mal posso esperar para começar a brincar de verdade!

Começa hoje nosso desafio de ganhar 20 mil reais (extra) em 20 dias

Ontem nós decidimos ganhar 20 mil reais em 20 dias, sabe-se lá como.

Ai, que frio na barriga!

Tudo começou quando estávamos embarcando para o Peru e eu cismei que queria vir de executiva. Não viemos, mas comecei a questionar a importância que dou ao dinheiro e como meus pensamentos são limitados.

A verdade é que, como diz o Seminário Dinheiro, estamos todos numa armadilha.

Ao tomar consciência disso, pensei “E se eu fizesse algo diferente? E se eu me colocasse em risco, inventando uma meta qualquer e me virando para alcançá-la? O que eu faria se ganhasse uma grana inesperada esse mês?”.

Foi assim, numa conversa de sofá num domingo à tarde, que surgiu o desafio de ganhar 20 mil reais em 20 dias; começando hoje, dia 12 de junho.

Só que tem algo muito importante aqui!

São 20 mil reais inesperados, sem contar com nossa renda normal. 20 mil reais extra, provenientes de algo completamente novo, de ideias e projetos inéditos. De algo que a gente ainda não faz nem ideia do que vai ser.

E a verdade é que eu estou muito apreensiva. Estou com medo, essa é a verdade. Não por achar o valor alto ou o período curto, mas porque não tenho nenhum plano. Não sei o que fazer.

Só que, com frio na barriga ou não, estou obstinada. Em 20 dias, estaremos com esses 20 mil reais na conta – e com um extrato para provar. #aiaiai

E já que esse é um ótimo espaço (e momento) para declarações, fica declarado também onde será o debriefing do desafio (leia-se “nossa recompensa”): Grand Canyon, logo depois de show do Ed Sheran em Los Angeles. #OMG #éissoqueeuquero

Nosso passo seguinte é fazer um planejamento, colocá-lo no papel e entrar em ação, seja como for. Vamos compartilhar tudo por aqui, no facebook do blog, no meu instagram e na página oficial do desafio.

E se você quiser participar desse desafio com a gente, está mais que bem-vindo! Bora movimentar a economia desse país!!! 😛

Visitamos o Mercado Número 1 de Surquillo

Nosso uber até o Mercado Número 1 de Surquillo custou só 10 reais e chegou rápido, sem o motorista sequer precisar de mapa. E foi lá nosso almoço de quarta-feira.

Escolhemos o mercado (que é uma pequena feira coberta) porque ele estava entre as dez melhores opções de compras de frutas e vegetais em Lima e também porque queríamos experimentar comida local barata.

Chegamos, entramos e, em menos de 10 minutos, já tínhamos visto tudo. Entre clássicos e inéditos, encontramos uma infinidade de frutas, vegetais, castanhas e temperos para todos os gostos – com preços muito semelhantes aos de Brasília.

mercado número 1 surquillo

mercado número 1 surquillo

Essa foi a parte boa.

A parte péssima foi a quantidade de bichos mortos pendurados por ganchos que encontramos por lá. Só de lembrar, sinto um arrepio. Até carcaças inteiras de porcos encontramos, expostas ao ar livre, parecendo minhas aulas de anatomia da faculdade.

Honestamente, não gostei. Me senti realmente mal vendo aquela quantidade enorme de frangos presos pelo pescoço e peças de carne às moscas, esperando compradores. [Minha vontade recorrente de ser vegana voltou…]

Enquanto saíamos de perto das carnes e voltávamos às frutas, me dei conta da facilidade com a qual nos deslocávamos entre as barraquinhas, sem assédio dos vendedores; e até cheguei a ensaiar um elogio quando, de repente, nos deparamos com os restaurantes. Gente, quanta obstinação…

De repente, três pessoas nos rodearam e começaram as tentar nos arrastar para seus respectivos restaurantes, falando alto, gesticulando para o cardápio, perguntando se éramos brasileiros e exaltando o sabor delicioso e inigualável de seus ceviches. Pirei na abordagem insistente.

mercado número 1 surquillo

Como estávamos ali para isso mesmo, escolhemos aleatoriamente um deles e pedimos ceviches de pescado e misto (com lula, polvo e camarão), chaufa (arroz frito com frutos do mar) e chicharrón de pescado (iscas de peixe frito).

Como cortesia, ganhamos uma entrada que consistia numa tigela de líquido amarelado, acompanhada de milho frito (que tem em todo canto daqui) e pimenta vermelha. A garçonete nos ensinou a misturar tudo e beber como uma sopa e até que ficou bom, embora eu prefira comer o milho crocante (e seco!) sozinho.

sopa milho peruana

Nossa comida estava boa, mas duas coisas interessantes aconteceram.

Primeiro: o ambiente do mercado (com galinha pendurada e muita sujeira espalhada) não abriu meu apetite (e isso é muito raro), então eu não comi nem 1/3 do meu prato e levei para casa numa embalagem de isopor.

Segundo: fomos trapaceados pela moça do caixa que, ao aceitar nossos dólares americanos, nos devolveu o troco em soles peruanos com uma conversão que descaradamente nos subtraia quase 20 reais. E, quando questionamos isso, ela disse que teve que negociar com um cambista e que não podia fazer nada a respeito.

Ficaram, então, duas excelentes lições:

1. O Mercado Número 1 de Surquillo é legal para comprar frutas, verduras e castanhas, mas as coisas custam quase o mesmo das bodegas perto de casa.

2. Almoçar no mercado não é algo que eu faria novamente porque o ambiente não é dos mais agradáveis, a comida não tem nada de mais (comparando sabor e preço com outros restaurantes locais), os atendentes são muito insistentes e, em nossa experiência, fomos “enganados” por um deles.

morando-em-lima

De qualquer forma, o passeio foi ótimo e valeu a pena – e, no caminho de volta, teve até foto no parque, para registrar o momento… 😉

Alugamos uma casa em Lima (parte 1)

Como a ideia era viver e não apenas turistar, alugamos uma casa em Lima, ao invés de ceder ao conforto de um hotel com café da manhã e serviço de quarto.

Não que tenha sido uma decisão diferente das que costumamos tomar. A verdade é que, exceto em países de línguas complexas, Airbnb é sempre nossa primeira opção porque, além de amarmos espaços maiores e a possibilidade de cozinhar, o custo-benefício costuma ser melhor.

No entanto, como nossa “mudança” para o Peru foi do dia para a noite, não foi tão fácil assim encontrar um lugar lindo, barato e bem localizado. Então, na hora de escolher, ficamos com uma casa (praticamente) linda e (relativamente) barata, a cerca de 45 minutos de carro do centro.

Nosso bairro é Santiago de Surco (ou simplesmente Surco), que é onde estão os principais colégios e universidades de Lima. Aparentemente, aqui também estão alguns dos maiores shoppings, embora ainda não tenhamos descoberto nenhum deles.

Pelo que li, Surco é um bairro grande e bem misturado, com pessoas de diferentes perfis socioeconômicos. Nossa rua, Ciudad Real, é bem limpa, tranquila e parece segura. Tem meia dúzia de pequenas lojinhas de bairro chamadas bodegas que oferecem um pouco de tudo (de bananas a DVDs piratas), uma sanduicheria, um restaurante local e uma Pizza Hut.

Casa Lima Airbnb Surco

Nossa casa em Lima (na verdade, uma espécie de apartamento) fica no térreo de um sobrado amarelo no meio da pequena rua residencial. Para entrar, temos que passar por três portas trancadas e algumas imagens de santos (e gatos chineses) pelo caminho.

Ao abrir a porta da sala, damos de cara com um espelho enorme, um sofá, um tapete de lã, uma mesa de jantar para dois e uma minicozinha americana, com balcão e banquinhos.

Casa Lima Airbnb Surco

Na cozinha, temos um fogão elétrico, um microondas, uma sanduicheira e uma geladeira; (quase) o suficiente para nos virarmos bem durante a semana – ficou faltando a cafeteira, que compramos ontem num camelô, pela bagatela de 15 reais. Ah, também temos panelas, talheres e um jogo de chá que é uma graça!

café manhã casa Lima Surco

A partir da cozinha, um corredor leva para um único banheiro (com box e chuveiro dos bons) e para o quarto de casal, com uma cama com dossel.

Casa Lima Airbnb Surco

Da sala, temos acesso à lavanderia, que consiste num corredor a céu aberto com uma máquina de lavar, plantinhas e paredes com pinturas cheias de personalidade (praticamente uma floresta).

Casa Lima Airbnb Surco

Para ficar aqui, estamos pagando 88 reais por noite + 84 reais de taxa de limpeza + 87 reais de taxa de serviço. Link para ver o anúncio dessa casa em Lima no Airbnb.

Em relação a nossa estadia, as únicas ressalvas são para o fogão, que ainda não descobrimos como ligar, e para o aquecedor, que aparentemente só esquenta água suficiente para um banho.

Espero que seja apenas um leve estranhamento com os aparatos elétricos e que consigamos resolver ainda hoje. Aí, sim, fica tudo perfeito.

A barganha que foi nosso voo Brasília – Lima

Na hora de decidir o destino das nossas milhas, escolhemos o voo Brasília – Lima porque, dentre as poucas opções latinas econômicas, Machu Picchu nos pareceu imbatível. E foi assim, tão espontaneamente como tudo costuma ser, que começou nossa aventura rumo ao Peru 🇵🇪  (clique aqui e saiba de onde veio essa história de morar num outro país).

Nosso voo Brasília – Lima custou 34k milhas + 350 reais de taxa de embarque (ida e volta) por pessoa, o que me pareceu justo, especialmente por ter sido comprado com menos de 2 semanas de antecedência – o que me fez até relevar a conexão estranha em São Paulo (voamos na noite de segunda para Congonhas, para seguir rumo a Lima só na manhã seguinte, por Guarulhos).

Fizemos check in em Brasília pontualmente e empolgados para despachar nossas mochilas enormes pela primeira vez. Sem conseguir colocar cadeados nos milhões de bolsos e zíperes, eu estava morrendo de medo de nossas coisas ficarem expostas demais (leia-se: facilmente roubáveis) durante o manuseio no aeroporto. Estava louca para entender como os mochileiros resolvem isso…

O que descobri é que as mochilas seguem como malas quaisquer, só que envoltas num saco transparente com um nó na ponta. Embora facilmente violável, a proteção plástica me deixou tranquila e confiante de que nossos itens seguiriam seguros e fora do alcance de mãos mal intencionadas.

Em Congonhas, desembrulhamos as mochilas dos sacos (que estavam intactos) e seguimos para o aeroporto de Guarulhos num ônibus cortesia da Latam, que passa a cada 30 minutos. Para embarcar, mostramos os bilhetes do próximo voo, sem acreditar que o motorista tenha visto (ou conferido) de fato.

Em Guarulhos, nos encontramos com o Luiz e a Talita, que nos emprestaram o sofá para o pernoite (ainda que a Latam ofereça o traslado de um aeroporto para outro, o hotel fica por conta do passageiro) e, às cinco-e-pouco da manhã, já estávamos voltando ao aeroporto, prontos para a segunda parte da viagem.

Ah, como sou apaixonada pelo Terminal 3 de Guarulhos…

Com as mochilas despachadas novamente (dessa vez, numa esteira especial e sem saco plástico, #aimeucoração), tentamos saber o preço do upgrade para a executiva (vai que…), mas descobrimos que quando o voo tem conexão, só dá para mudar a classe antes do primeiro trecho – no caso, em Brasília. Então, fomos de econômica mesmo. 😛

Seguimos para o portão de embarque (não sem antes capturar castanhas e brigadeiros na sala do MasterCard) e, num instante, estávamos sentados na fileira 22, do lado esquerdo do avião. Era um Airbus com duas poltronas de cada lado e três no centro.

Decolamos sem atraso e dormimos fácil, com os travesseiros distribuídos no voo. Por incrível que pareça, estava muito confortável.

Quando acordamos, fomos investigar as opções de entretenimento e eu gostei mais ou menos. Não tinha nenhum filme que eu realmente quisesse ver, mas os indicados do Oscar estavam lá, para não me deixar sem escolha. Fiquei com Hidden Figures e Lion que, se você ainda não viu, deveria.

Foram cinco horas de voo, com apenas um café da manhã nota 7. As castanhas e os brigadeiros sequestrados salvaram o dia.

Voo Brasília Lima Latam café manhã

Com turbulência moderada e um serviço gentil, pousamos com segurança (e fome) em Lima, às 11 horas locais (duas horas a menos que em Brasília), e menos de uma hora depois estávamos imigrados e livres, usando toda nossa paciência e 30 minutos de internet grátis para despistar taxistas e chamar um Uber, respectivamente.

E se eu assistisse ao show do Ed Sheeran em Los Angeles?

Assistir ao show do Ed Sheeran em Los Angeles? Por favor…

Mesmo não gostando de multidões, o Ed Sheeran (talvez só ele) me faria sair do sofá para assistir um show. E foi exatamente essa a possibilidade que eu acabei de criar.

Ed Sheeran

Numa reunião, consideramos informalmente voar para a Califórnia em agosto para gravar uns vídeos de lançamento de um curso online. E olha só que coincidência! Ed Sheeran estará lá em turnê, cantando Shape of You e tudo mais. #uhhhAbri o site dele para ver o calendário de shows e a possibilidade pulou da tela pro meu colo. Ai, que emoção!

Para oficializá-la, tá aqui esse post.

Datas shows Ed Sheeran agosto

O que fica na minha cabeça agora (especialmente depois de ver que os ingressos dos shows de julho já estão esgotados) é que preciso ser rápida.

Espera aí!

(…)

Ok, primeiro passo dado.

Nas reticências acima, pedi orçamento de passagem Brasília – Los Angeles para a Gerlane, minha personal travel agent (hehehe). As tarifas chegam amanhã, já com a promessa de baixa temporada. Vamos ver…

Depois disso, fica faltando comprar os ingressos e resolver a hospedagem. Easy.

Hey, Flavia Niemeyer, tem lugar para mim na sua casa? 😉

Taypá para entrar no clima peruano

Menos de um dia depois de comprar as passagens para Lima, lá estava eu no Taypá – Sabores del Peru, me entupindo de comida peruana.

Eu não sei dos detalhes, mas lembro do bafafá em 2014 quando o Taypá (peruano!) ganhou como o melhor restaurante de Brasília. Desde então, eu morria de vontade de ir lá, mas a preguiça de percorrer os mais de 25km até o Lago Sul vencia sempre.

Ontem, no entanto, tudo conspirou. Mais certa que nunca de que a viagem começa quando a gente compra o ticket, me dei conta de que meu compromisso ficava a apenas duas quadras do restaurante.

Então, sem pensar duas vezes, cheguei lá às 23h45 (15 minutos antes de fechar), para a “surpresa” dos garçons (minha visão periférica detectou ao menos duas expressões de profunda tristeza). 😛

Eu imaginava o Taypá gigante, mas ele é pequeno e acolhedor, com um ambiente com pouca luz do jeito que eu amo. Em cima da mesas, uns pratos verdes de pedra com tom de abacate.

Taypá restaurante peruano Brasília

A parede cheia de prêmios (inclusive de melhor restaurante peruano do Brasil) serviu para mim como uma espécie de aviso: não espere menos que comida absolutamente deliciosa, dizia o Taypá. Ok, minhas expectativas estão altíssimas, eu respondia.

De entrada, escolhemos Yuquitas, uns bolinhos de mandioca abarrotados de queijo roquefort, com umas franjinhas crocantes por cima, que vieram mergulhados num creme de camarões que já valeu a noite. Depois de 21 dias de programa alimentar sem lactose, uau!, era daquilo que eu precisava! Bom no nível de raspar o prato.

Taypá restaurante peruano Brasília

Como prato principal, ficamos com o Ceviche Taypá, um prato híbrido que nós mesmos montamos, escolhendo três das seis opções disponíveis no cardápio. Sem pistas de qual escolher, fomos na do garçom, que sugeriu os três primeiros:

Ceviche Clássico
Peixe fresco com leite de tigre*.

Ceviche Criollo
Polvo, peixe branco, lula e camarões com leite de tigre* e creme de coentro e cebolas.

Ceviche Nikkey
Salmão, teriyaki, molho de ostras, leite de coco, abacate e leite de tigre*.

*Segundo o Google (tive que procurar porque eu não sabia), leite de tigre é o caldo que vem junto com o ceviche. Ele pode resultar do próprio ceviche ou ser preparado separadamente, para temperar.

Os ceviches vieram numas cumbuquinhas verdes grudadas uma na outra que, à primeira vista, me pareceram pequenas demais. Só pareceram. Comemos até não aguentar mais e mal chegamos à metade.

Taypá restaurante peruano Brasília

Taypá restaurante peruano Brasília

Meu preferido foi o Nikkey, melhor ceviche da minha vida (incluindo no páreo aqueles que comi no Peru). Eu voltaria ao Lago Sul por ele.

Com no room para sobremesa, caímos fora felizes e satisfeitos e com três marmitas debaixo do braço. Foi tudo bom demais e o atendimento não deixou nada faltar. Nossa conta ficou R$167 e me pareceu bastante justa considerando a experiência e a quantidade de peixinhos suculentos que levamos para casa (eles, aliás, estavam igualmente gostosos dois dias depois).

quais as chances

Taypá – Sabores del Peru
SHIS QI 17 bloco G loja 208
Fashion Park – Lago Sul
(61) 3248-0403 | (61) 3364-0403
contato@taypa.com.br

Decidimos morar no Peru

Uma decisão importante foi tomada: vamos morar no Peru!

Essa foi a maneira más rica e preciosa de resolver, na prática, questões técnicas perturbadoras da nossa volta ao mundo.

A questão é a seguinte: quando me imagino dando a volta ao mundo, não me vejo como simples turista ou mochileira num ano sabático, dedicado a desbravar. Me vejo trabalhando, comprando leite na padaria e passando o dia no sofá, aos cuidados da Netflix. Fazendo exatamente as mesmas coisas que faria no Brasil (só que a alguns milhares de quilômetros dele).

A questão é, isso é mesmo sustentável? Será que, uma vez na China, vou realmente passar o dia em frente ao computador enquanto uma (grande) muralha me espera? Será que vou conseguir estabelecer uma rotina “convencional” na Austrália (esquentando o jantar de ontem, fazendo faxina e pagando contas), quando o que eu mais queria era estar com um cilindro nas costas, procurando o Nemo entre os corais?

Para mim, sim, é possível, é claro. O que quer que eu me propuser a fazer é possível, desde que eu crie um plano e o siga. O que não está muito claro (especialmente para o Leandro) é se, uma vez jogada às tentações turísticas do mundo, eu vou querer continuar com esse tal plano. Eu, de novo, acredito que sim. Ele, no entanto, tem sérias dúvidas.

Por isso, essa semana, não chegando num veredito (esse lance de prever o futuro não é nosso forte), tive a ideia de descobrir na prática. Muito simples na minha cabeça: a gente viaja, fica por uns 30 dias morando num país qualquer e descobre se somos ou não capazes de conhecer o mundo acompanhados das nossas responsabilidades, rotinas e projetos.

Com um objetivo tão claro e consistente assim, comunicar foi fácil. E ele, tão apreensivo quanto corajoso, topou a experiência. Então, partimos (as duas cobaias) para os materiais e métodos!

Se existe uma recompensa de se trabalhar com marketing digital e gastar uma fortuna com anúncios, é a infinidade de milhas acumuladas. E foram elas minhas armas secretas para realização. Em menos de 48 horas a partir do “e se a gente…”, as passagens estavam compradas.

Escolhemos o Peru que, no duelo com Argentina e Uruguai, deu um touché na forma de Machu Picchu e ceviche. Escolha unânime! Embora eu já tenha ido, amei a possibilidade de déjà vu. E o Leandro, sortudo, amou o novo risquinho na lista de “países que quero conhecer”.

Próximo passo agora é descobrir onde vamos ficar. Nenhuma pista, so far.

Por mim, que seja uma casa fofa, linda e acolhedora, com tecidos étnicos sobre o sofá, flautas de madeira e pantufas de pêlo de lhama. Ah, e que tenha espaço para a estreia tão aguardada da minha mais nova mochila (e vida) de aventureira.

Eu quero dar a volta ao mundo

O que eu preciso fazer para dar a volta ao mundo é a pergunta da vez. Eu, literal e geograficamente, nem sei por onde começar.

A ideia é antiga, mas a coragem de falar em voz alta veio esse mês, junto com uma mochila vermelha gigante da Amazon (só para eu sentir o gostinho de que sim, é real).

Como não tenho trabalho fixo, nem nada que me prenda a Brasília (além da minha família), considerações sobre minha disponibilidade para cair no mundo nem passam pela minha cabeça.

Para onde eu vou e onde vou ficar (hotel, albergue, Airbnb?), também não. Pelo contrário, essa é uma das partes que mais me animam em se tratando das futuras decisões dos preparativos.

O que me preocupa, sendo bem honesta, é a grana para bancar essa loucura. Eu (ainda) não tenho um plano – e isso tem me deixado bastante incomodada cada vez que penso no assunto. Falta ação, eu sei.

O quais as chances? fica, então, sendo meu lembrete para agir. Claro, não sem antes se camuflar de meu-relato-de-viagens, misturado com meu-diário-dos-melhores-momentos-da-minha-vida, com uma pitada de minhas-estripulias-em-marketing-digital.

Sem nenhuma expectativa e com todas as pretensões possíveis, aqui estou. De volta. De novo.